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Confesso que estou um tanto aliviado pelo fato de voltar após três anos quase ausente, meio à formação que parece não acabar nunca, mas que me incentiva a continuar mais e mais, até o corpo não mais aguentar. E aqui estou, cada vez mais emburrecido, em busca daquilo que não sei mas continuo a tentar descobrir enquanto os caminhos se ramificam cada vez mais.

É uma história parecida com a do Arte Jovem: tudo que já passou abriu muitas portas para diversos caminhos, sem que para o grupo houvesse necessariamente um objetivo claro, conciso. A coisa simplesmente transcendeu nas mãos de quem fez, trabalhou para isso. Para que? Ninguém sabe. O que importa é que todos adoraram fazer o que fizeram e ainda fazem por prazer, sem querer atingindo positivamente uma massa que busca alguma coisa.

Por isso é um movimento – a coisa simplesmente existe, cresce, se espalha em torno de lugar algum e acaba chegando em algum lugar, despretensiosamente. Hoje, ainda que em estado de aparente inércia, continua se movimentando. As edições do Convés foram e continuam sendo a porta de essência, a maternidade, o berço de tudo e onde tudo acaba acontecendo – mas não são a única porta.

Hoje nos unimos a outros movimentos pelo retorno da Cantareira. Temos a possibilidade de alimentar e sermos alimentados por duas rádios comunitárias. Ainda podemos trabalhar como aquele nosso famoso nicho video-músico-discursivo-poético-gincana-plástico-sócio-político-vírtuo-cultural-geléia. E vamos em frente, Movimento Arte Jovem Brasileira!